sexta-feira, 27 de agosto de 2010

152 - A Ressaca (Hot Tub Time Machine, 2010)


Eu esperava mais porque filmes de viagem no tempo costumam ser muito divertidos. Você pode não concordar, mas para comédia é um prato cheio. Apesar de ter alguns pouco momentos até hilários, o filme termina e deixa aquela sensação vaga de que nem começou ainda.

Nota: 5,5

151 - Alguns Motivos Para Não Se Apaixonar (Motivos Para No Enamorarse, 2008)


Filme argentino muito bobinho. Parece uma produção da Globo Filmes em que a comédia romântica em nada se diferencia de uma novela das 6. Os cenários são muito pouco convidativos e o filme passa uma sensação geral de ser mal feito mesmo. A atriz Celeste Cid tem muito carisma, mas não vai te fazer se interessar pelo filme.

Nota: 5,0

150 - Paparazzi (1963)


Documentário de Jacques Rozier que mostra a obstinação dos paparazzi em conseguir uma foto ou fala da musa ícone dos anos 60 Brigitte Bardot. Muito interessante de acompanhar o crescimento desse fenômeno bobo que é o culto a celebridade. Os paparazzi perceberam o filão e não perderam tempo, multiplicaram-se como coelhos com suas câmeras de teleobjetiva na mão.

O que achei mais legal do filme foi a narrativa em voz off na segunda pessoa. A gente assiste enquanto uma voz onisciente conversa com Brigitte. "Você está se acordando, você está saindo do hotel". De certa forma isso faz com que a gente se sinta meio que o protetor dela. Outro momento legal é quando o filme mostra uma montagem em que Brigitte fala à câmera entrecortada por falas dos próprios paparazzi.

Nota: 9,5

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

149 - Maldita Coincidência (1979)


Esse é o primeiro filme do diretor brasileiro Sérgio Bianchi. Não gostei, não achei a proposta de experimentalismo puro bem desenvolvida. As ideias que eu consegui identificar de crítica às classes sociais, que mais tarde seriam exploradas de forma mais intensa por ele, já estão presentes. O filme é extremamente cansativo e chato de se ver do ponto de vista estético.

Nota: 5,0

148 - Par Perfeito (Killers, 2010)


Em uma palavra: Horrível. Não estou brincando, o filme é horrível mesmo. E não porque não gosto desse estilo. Não se preocuparam sequer em construir boas piadas que são a única coisa que podem sustentar uma comédia romântica dos infernos quanto essa. Você não vai se divertir e passará por vários momentos de vergonha alheia. Na minha opinião Katherine Heigl é uma das atrizes menos interessantes que já vi em comédias românticas. Por que ela está se tornando a queridinha das comédias românticas permanece um mistério para mim.

Nota: 3,0

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

147 - Salt (2010)


Angelina Jolie está bem legal nesse filme de ação interminável. Há tempos eu não via um filme com tanta ação assim. Legal é que você acredita mesmo que ela é capaz de tudo aquilo que faz em tela. Diversão bacana.

Nota: 7,5

146 - O Rabo do Tigre (The Tiger's Tail, 2006)


Assisti esse filme por acaso e fui fisgado pelos primeiros momentos em que o protagonista encontra-se consigo próprio pela rua. Lembrou-me O homem duplicado de José Saramago. No entanto, ao contrário do livro, o filme não se interessa por questões filosóficas e fica na base do "meu sósia quer roubar minha vida". Nem bom, nem ruim.

Nota: 6,5

145 - Dia & Noite (Day & Night, 2010)


Animação linda da Pixar. Fique de boca aberta com a técnica desses animadores geniais. O dia e a noite competem entre si pra saber qual dos dois é melhor.

Nota: 9,0

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

144 - À Prova de Morte (Death Proof, 2007)


Quentin Tarantino homenageia o gênero de produção cinematográfica chamada Grindhouse. Achei muito divertido. Dá para dizer que o filme é dividido em dois filmes pequenos em que diversas referências a filmes B dos anos 70 desfilam pela tela. Kurt Russell está fantástico como Stuntman Mike, principalmente em algumas partes em que ele parece demonstrar um bocado de medo por trás daquela fisionomia inabalável. Fãs do diretor vão adorar, não tenho dúvidas disso, e leves admiradores, como eu, podem se divertir bastante.

Nota: 8,5

143 - Turista Espacial (La Belle Verte, 1996)


Um filme muito bonito da diretora Coline Serreau. Acompanhamos a saga de uma extraterrestre enquanto ela descobre a banalidade de nossos hábitos cotidianos. Uma oportunidade ótima para refletirmos, e com boas doses de humor. É também uma chance de conferir a talentosa Marion Cotillard quando tinha só 20 anos de idade. Este filme vai te agradar muito nos momentos finais.

Nota: 8,5

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

142 - A Origem (Inception, 2010)


A trama me lembra aquelas boas ideias que se tem preguiça de desenvolver mais profundamente. Algo como alguém que acaba de pensar um fio condutor interessante e pensa ser o bastante para impressionar o público. Não deixa de nos proporcionar uma reflexão sobre como se consome cinema hoje. Parece que pensar não faz parte do programa, da saída, e é até mesmo reprovável que o conteúdo consumido tenha algo além daquele momento sensorial. Ainda sobre sentidos, parecem pensar que nossa visão e audição já estão tão avacalhadas pela mediocridade que se consome, que o espetáculo visual e barulheira dos filmes estão alcançando níveis de pura irracionalidade.

Por intricado que seja o desenrolar do filme, não significa que a gente tenha que pensar. Parecem desdobrar-se infindáveis tentativas de impressionar a audiência enquanto o filme vai caminhando até seu final, mas nada adianta. A propósito, ficam em nossas cabeças várias questões não resolvidas sobre o enredo. Lembro de quando eu assistia "De Volta Para o Futuro II" e ficava pensando em como aquilo poderia acontecer e tudo meio que se encaixava, ou fazia sentido num aspecto puramente hipotético. Aqui, isso não acontece, e fica aquela sensação de que o filme está compulsivamente insultando nossa inteligência.

O elenco está muito mal aproveitado nesse filme ingenuamente pretensioso e raso do diretor Cristopher Nolan. Com exceção de Marion Cotillard (que, para mim, parece incapaz de fazer uma participação automática, indiferente), todos estão limitados de uma forma ou de outra. Ellen Page, muito apagada, parecia deveras desinteressada no que fazia.

Enfim, uma grande pena. Eu me interessei em ver o filme quando li algo à época de sua estreia nos EUA. Longo, com uma pompa exagerada e injustificada, "A Origem" decepciona bastante.

Nota: 5,5

domingo, 8 de agosto de 2010

141 - Amar É Minha Profissão (En Cas de Malheur, 1958)

Foi o melhor filme com BB que assisti até hoje. Tenho a impressão que estes filmes de que ela participou foram todos feitos para ela, como se quisessem experimentar nela uma roupa nova. Como ela se comportaria nesse próximo filme? Seu charme jogado funcionaria aqui? E quem sabe desse outro jeito?

Toda a aurea de símbolo sexual está justificada neste filme, em que os acontecimentos são pouco importantes. Existe apenas uma estória que se quer contar nos filmes de Brigitte: o que acontece com os pobres homens que se envolvem com ela.

Nota: 9,0

sábado, 7 de agosto de 2010

140 - São Paulo, Sociedade Anônima (1965)


Há um quê de cinema italiano circa início dos anos 1960 aqui. Muitos consideram o melhor filme brasileiro já feito. Eu digo a vocês, não sou nem de longe admirador do cinema brasileiro. Queria ter o prazer de mudar minha opinião.

Este filme dirigido por Luís Sérgio Person, a meu ver, procura explorar o efeito da cidade de São Paulo no personagem Carlos. Tudo muito compreensível, tudo muito bem amarrado. Sim, as atuações não são das piores (excetuando alguns figurantes que dão um show à parte ao fixar o olhar na câmera e outras coisas impagáveis). Walmor Chagas está bem. Eva Wilma está bem. Qual o problema então? O discurso soa vazio. Parece-me um filme exemplar que geraria outros tantos melhores no futuro, que poderia e deveria estabelecer um apuro no fazer cinematográfico brasileiro.

Deveria ser um exemplo de filme com potencial, mas tratando-se de nossa tradição de cinema, é exaltado além das medidas. Um sete fechado.

Nota: 7,0

139 - Tango (1981)


Animação polonesa do diretor Zbigniew Rybczynski. Técnica bonita, um loop em que novos elementos vão se integrando ao quadro principal numa muito bem sincronizada dança.

Nota: 9,0

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

138 - Histórias Extraordinárias (Histoires extraordinaires, 1968)


Seguindo nossa série "Bardot" (risos), temos aqui um filme muito interessante. Três diretores interpretam três contos de Edgar Allan Poe. O primeiro é o de Roger Vadim, o mais fraco e até, por que não?, o mais chato. Depois melhora, Louis Malle trás uma estória tensa com Bardot morena. Mas o melhor curta é o de Fellini. Um ator inglês está em Roma e é como se você assistisse "La Dolce Vita" num clima de cemitério.

Nota: 8,0

137 - Se Don Juan Fosse Mulher (Don Juan ou Si Don Juan était une femme..., 1973)


Se um filme em que a Brigitte Bardot atua é ruim, então, aprenda, a culpa nunca é dela. O diretor Roger Vadim, com quem ela já foi casada, é um dos mais desinteressantes que tenho visto (até agora). Aguardo assistir mais filmes para ter certeza. O take inicial com a música é muito legal.

Nota: 6,0

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

136 - Planeta Fantástico (La Planète Sauvage, 1973)


Uma técnica de animação belíssima, porém com alguns toques já datados. Isso não tira todo o encanto experimentado com a obra.

A estória é ótima de se ver, baseada levemente na ocupação soviética sobre a Tchecoslováquia. Trilha sonora criada pelo Pink Floyd.

Nota: 9,0

135 - Kurt Cobain: Retrato de uma Ausência (Kurt Cobain About a Son, 2006)


Aqui Kurt Cobain fala. E é apenas isso, mas é o suficiente. Tenho a impressão de que o filme foi feito para termos a sensação de conversar com ele ao telefone enquanto olhamos através de uma janela imaginária, que nos leva a cidades como Aberdeen e Seatlle.

Perguntamos-lhe sobre a infância, a primeira guitarra, os péssimos trabalhos diurnos. Uma conversa que vai entrando madrugada afora.

Nota: 9,0

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

134 - The Big Empty (2005)


Curta com a atriz Selma Blair. Ao ir no ginecologista, ela descobre que é oca por dentro, ou melhor, que lá dentro existe uma extensão do pólo norte. Pronto, consiga viver agora sem assistir esse filme.

Nota: 8,5

133 - Éden à Oeste (Eden à l'Ouest, 2009)


Excelente filme de Costa-Gravas com uma atuação brilhante de Riccardo Scamarcio, que constrói um personagem complexo e expressivo quase sem falar. O título do filme brinca com o nome do Hotel, Eden, em que chega o imigrante ilegal.

O sonho do ocidente desenvolvido o leva numa jornada a fim de chegar a Paris. A beleza desse filme está evidente em todas as cenas.

Nota: 9,0

132 - Viva Maria! (1965)


Louis Malle em péssima forma, ao menos na minha opinião. O tom político que o filme adota, depois de uma hora e em direção até o distante final, serve para jogar todo o esforço cômico do filme direto na lata do lixo.

Os bons momentos de diversão do começo dão lugar a um discurso piegas e um filme arrastado. Assista por um único motivo: Brigitte Bardot.

Nota: 4,5

terça-feira, 3 de agosto de 2010

131 - Gainsbourg, Vida Heroica (Gainsbourg, Vie Héroïque, 2010)


O grande e certeiro êxito desse filme é tratá-lo não como uma biografia tradicional, daquelas que parecem ter saído de um livro-texto padrão, mas como uma fábula. Uma fábula em que não há datas, não há amor aos fatos, mas há muito amor ao personagem reverenciado.

O diretor é o francês Joan Sfar que é um artista de comic books (desenhista, escritor), um dos mais influentes de sua geração. Ele deu vida a uma biografia ensolarada e fantasmagórica ao mesmo tempo, em que diversos elementos do universo dos quadrinhos dão as caras. O filme é arrebatador, principalmente quando você percebe que se trata de algo a mais do que uma mera cinebiografia.

Destaque para as belas mulheres que interpretam as musas da vida de Gainsburg. Agora, paremos por um momento para ficar embasbacados com uma das melhores entradas de personagem do cinema mundial, estou falando da entrada que faz "Brigitte Bardot", interpretada pela excelente atriz Laetitia Casta (sua entonação o fará acreditar que Bardot voltou às telas), trazendo à mão a coleira do seu imponente cão Collie, com a maquiagem carregada ao melhor estilo anos 1960. Acredito que Brigitte seja uma mulher tão impactante que sua entrada precisou durar o tanto que durou. Os quarenta segundos em que caminha pelo corredor do prédio de Serge, enquanto toca a música feita especialmente para ela (Gainsburg gravou esta canção que se chama "Iniciais BB") é irretocável. Essa cena só poderia ter saído da cabeça de um diretor homem (risos).

São esses e outros momentos que enfeitam de cerejas deliciosas o bolo que é este fime. A gente fica com uma sensação boa de que aqueles anos em Paris foram mesmo tudo que podemos imaginar. A figura de Serge foi bem representada pelo ator Eric Elmosnino, você perceberá uma semelhança incrível entre os dois. Estes filmes em geral sempre me impressionam do ponto de vista da direção artística. Diversão e emoção garantidas. Este também tem selo de qualidade aqui do blog 1000 filmes.

Uma curiosidade triste sobre esse filme é que a atriz Lucy Gordon, que interpretou o papel de Jane Birkin, cometeu suicídio pouco tempo antes de o filme ser lançado. O filme foi dedicado a ela. Talvez você já a tenha visto em filmes como "Bonecas Russas". Muito triste que isso tenha acontecido.

Nota: 10

130 - Uma Mãe Para o Meu Bebê (Baby Mama, 2008)


Tina Fey em grande forma nessa comédia típica do time Saturday Night Live. Destaque para diálogos estranhos e para a atuação abobalhada de Amy Phoeler.

Nota: 8,0

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

129 - A Festa Nunca Termina (24 Hour Party People, 2002)


Steve Coogan fantástico neste filme que mostra o renascimento da cultura pop e musical ocorrido na cidade de Manchester a partir do início dos anos 1980.

Bandas como Joy Division, Happy Mondays e New Order são mostradas numa tentativa apresentar aquele olhar dos bastidores. Eu, que nunca fui fã de nenhuma dessas bandas e que certamente as acho muito supervalorizadas, gostei bastante do comentário do narrador: "Havia apenas um gênio naquela cena, o produtor musical".

Nota: 8,5

128 - Prisão Selvagem (Jungle Jail, 2008)


Curta de animação divertido em que um improvável residiário encontra uma maneira criativa de meter medo nos seus colegas de cela.

Nota: 8,0

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