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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

219 - Eu Sou o Amor (À coeur joie, 1967)


BB já na época que não curtia muito fazer filmes. Esse tenta explorar um pouco do tema "amor livre" e tem como cenário principal a Londer de 1967.

Acontece que a química absurdamente horrível do casal central (Brigitte Bardot e Laurent Terzieff) acaba por estragar um pouquinho o filme. Tudo aqui é regado a muita superficialidade.

Nota: 5,5

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

196 - Shalako (1968)


Filme péssimo. Tadinha da Brigitte aceitando roteiros sem ler a torto e esquerdo. Mais um exemplo de produção grande e inútil, com um ator altamente superestimado como o Sean Connery. Resumindo, é só esperar o filme terminar.

Nota: 3,0

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

192 - O Relojoeiro Cego (The Blind Watchmaker, 1987)


O biólogo e ateísta militante Richard Dawkins realiza um de seus primeiros documentários. Aqui ele procura explicar por que a teoria do "relojoeiro cejo" (que afirma que tudo que existe na natureza deve ter sido criado por uma mente racional) não é acurada. Muito legal.

Nota: 8,0

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

165 - Helvetica (2007)


Bom, Helvetica é um tipo de fonte. Sim, este é um documentário cujo objeto observado é uma fonte, dessas com as quais se realiza projetos de design gráfico e outras coisas.

É interessante descobrir, para quem não é da área, como a Helvetica está presente em quase tudo que vemos e consumimos. Eu mesmo não sabia quão abrangente era sua influência. No filme, pessoas envolvidas com a criação da fonte são entrevistadas, bem como outras que se opõem fortemente ao uso exacerbado desta categoria de fonte. Vale muito a pena conferir.

Nota: 9,0

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

155 - O Escritor Fantasma (The Ghost Writer, 2010)


Adorei o novo filme do Polanski em que Ewan McGregor interpreta o ghostwriter para a biografia de um ex-primeiro-ministro britânico. O filme tem um ótimo tom de mistério em que as imagens cumprem bem o papel e contam a história de maneira bastante convincente.

Nota: 8,5

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

129 - A Festa Nunca Termina (24 Hour Party People, 2002)


Steve Coogan fantástico neste filme que mostra o renascimento da cultura pop e musical ocorrido na cidade de Manchester a partir do início dos anos 1980.

Bandas como Joy Division, Happy Mondays e New Order são mostradas numa tentativa apresentar aquele olhar dos bastidores. Eu, que nunca fui fã de nenhuma dessas bandas e que certamente as acho muito supervalorizadas, gostei bastante do comentário do narrador: "Havia apenas um gênio naquela cena, o produtor musical".

Nota: 8,5

quarta-feira, 21 de julho de 2010

116 - O Buraco da Agulha (The Eye of the Needle, 1981)


Donald Shutterland está ótimo nesse thriller de guerra baseado no livro de Ken Follet. O filme começa de uma forma e vai encaminhando para outra. Pensamos que vamos assistir a um clássico da guerra e ao fim nos deparamos um filme de psicótico killer. Fora essa virada legal, não há muito mais que chame atenção aqui. Pode passar.

Nota: 6,0

terça-feira, 20 de julho de 2010

115 - O Mago (The Magus, 1968)


"O Mago" não está muito interessado em te explicar o que está acontecendo, não. E justamente por isso foi extensivamente criticado na época de sua estreia. O próprio Michael Cane admitiu se tratar do pior filme no qual estivera envolvido.

Levando só o "entender" em consideração, o filme realmente vai ser bem decepcionante. Fiquei um tanto cansado enquanto assistia, mas logo desisti de qualquer compreensão do enredo. Comecei a achar interessante a forma como cada vez a situação se apresentava de maneira diferente. Mas, ok, isso não foi o bastante para salvar a obra.

Tudo vai escalando para um final ainda mais incompreensível do que você poderia imaginar. O último take é algo vergonhoso. Curioso também é que Michael Cane usa mais maquiagem do que as duas mulheres do filme juntas. Assista por curiosidade. Filme baseado no livro do autor John Fowles, que também escreveu "O Colecionador", já comentado aqui no blog.

Nota: 6,0

domingo, 18 de julho de 2010

112 - Heima (2007)


Esse documentário vai te agradar muito mais se você for fã da banda Sigur Rós, isso é óbvio. Mas se você não tem o hábito de escutá-los e nem os acha a grande sacada da música contemporânea, como eu, ainda pode gostar muito do filme.

Belas imagens da terra natal da banda, a Islândia, são apresentadas, entrecortadas com comentários, depoimentos e histórias dos integrantes da banda e de gente que participou de forma direta ou indireta no processo de formação do conjunto. O momento é o final de uma grande turnê internacional, por volta de 2006, e eles decidem realizar alguns shows gratuitos e especiais para o público islandês. Bonito.

Nota: 8,5

sexta-feira, 16 de julho de 2010

108 - Blow-up - Depois Daquele Beijo (Blowup, 1966)


O conto de Antonioni sobre a geração desinteressada. Imagens soberbas e muito pouca coisa acontecendo para falar de mais coisas do que se pode. O protagonista, como você vai logo perceber, é a figura mais carente de simpatia que eu já vi. Você não vai gostar dele e talvez isso seja proposital.

Ninguém que aparece durante o filme parece estar preocupado com alguma coisa. O crime que acontece, ou que é descoberto por meio de uma observação meio acidental de fotografias, nunca toma o foco principal, parece um borrão insignificante num mosaico bem maior.

É muito bonita, ao menos para mim, a forma como tudo vai caindo no esquecimento, em todas as cenas. No show de rock, o esforço do protagonista para pegar a guitarra, apenas para um segundo depois significar nada. Antonioni parecia estar querendo comunicar algo sobre a geração da swinging London, mas obviamente o paralelo ainda é atual e a gente pode se perguntar se a cultura da superficialidade não avançou um bocado ainda maior nesses quarenta anos.

Nota: 9,0

quinta-feira, 15 de julho de 2010

104 - A Tortura do Medo (Peeping Tom, 1960)


Michael Powell faz um trabalho bem legal nesse filme, mas... Sinceramente? Para mim, o filme envelheceu horrivelmente. Acho que o melhor momento é o começo, o olhar da lente sobre a vítima, representada por Brenda Bruce. Há também mérito na cena da segunda morte. Depois disso todos os elementos vão convergindo para uma dança repetitiva.

O argumento da estória é desses que morrem depois de meia hora, então por que não fazer o filme mais curto? O mérito está mesmo na fotografia que causa um impacto legal quando estamos no quarto de revelação fotográfica do protagonista. Acho que nunca um psycho killer foi tão superficial assim. Como sempre dizem, o filme pode ser ótimo no aspecto técnico, mas se o roteiro é bobo, o filme é bobo.

Nota: 6,5

domingo, 11 de julho de 2010

95 - O Lobisomem (The Wolfman, 2010)


Extremamente horrível e nada recomendável. Não alugue, não baixe, não assista. Dá pra entender a intenção do diretor Joe Johnston de tentar fazer um 'filme antigo" em 2010.

O logo da Universal Pictures estilizado aos anos trinta já dá o recado no início do filme. Parece interessante... Não é. Grandes atores como Benício del Toro e Anthony Hopkins parecem cansados na tela, desinteressados, esperando que seus respectivos lobisomens em CGI assumam o comando.

Nota: 3,5

segunda-feira, 21 de junho de 2010

66 - Grandes Esperanças (Great Expectations, 1946)


Não tem muito erro quando se trata de Charles Dickens. Este filme do diretor David Lean (que já levou outros livros de Dickens à telona) trata o romance "Great Expectations" com belas imagens. Uma abertura impactante, no cemitério, é de tirar o fôlego. O jovem Pip saindo furtivamente de casa com o brandy e torta na mão também é um admirável momento cinematográfico. Gostei de como a sensação de peso na consciência de uma criança é trasmitida.

Por muitos considerada a melhor adaptação para cinema já feita de um livro de Dickens, este filme é certeza de bons momentos. A personagem de Estella, quando criança, interpretada por Jean Simmons é ótima. Dessas figuras femininas tais como Scarlett O'Hara que é impossível não adorar.

Nota: 9,0

sexta-feira, 18 de junho de 2010

62 - O Colecionador (The Collector, 1965)


Adaptação do livro homônimo de John Fowles (à época do lançamento do filme um bestseller), a película oferece um olhar interessante no âmbito do suspense. Sem exageros e obviedades, o filme se segura muito bem até o final. A empatia com a garota em cativeiro é mais rápida do que no livro, imagino que o diretor não quis levar a Miranda manipuladora, arrogante e reclamona para a tela grande. Vale a pena. Mas leia o livro, é diversão garantida.

Nota: 8,5

61 - Lunar (Moon, 2009)


Para mim, os pontos fortes desse filme são o cenário, um espaço impessoal, tão indiferente e a atuação de Sam Rockwell que consegue passar uma fragilidade paupável. A propósito, tenho notado esse traço em Sam e gosto em geral do trabalho dele.

Sobre as referências a "2001" não sei o que pensar, não acho que gostei muito. O filme não é longo, nem curto, nem muito bom, nem muito ruim. Como obra acho que as possibilidades poderiam ter sido melhor aproveitadas. Quando entendemos o que se passa (a gente descobre lá pelos quarenta minutos tudo, e tudo ocorre mais ou menos como tínhamos imaginado mesmo), o filme vai se levando até o final sem deixar saudade quando acaba.

Nota: 6,5

segunda-feira, 31 de maio de 2010

31 – Laska (2008)


Relação entre homem e mulher. No começo cada um tem um olho apenas. No final, a mulher tem dois olhos e o cara tá cego.

Nota: 5,0

24 – Stand Up (2008)


O que acontece com um stand up comedian super sem graça, ou o que gostaríamos que acontecesse com ele? Animação bem legal, passa uma coisa de desconforto, muito provavelmente o que todos sentem naquele momento em que piadas ultrapassam limites de preconceito e simples falta de humor.

Nota: 7,0

21 – Cherry on the Cake (2009)


É aniversário de Cherry, mas parece que ninguém lembrou. Curta de animação para crianças muito legal e sem emoção fácil.

Nota: 8,0

20 – Wallace and Gromit in ‘A Matter of Loaf and Death’ (2008)


Definitivamente não sou fã desses dois. Como outros que já vi, achei esse elaborado demais e “engraçadinho” demais. Ridículo foi ler numa crítica americana que os personagens fazem parte do mesmo universo dos de Adam Elliot. Bláh.

Nota: 5,0

domingo, 16 de maio de 2010

05 - O Retrato de Dorian Gray (Dorian Gray, 2009)


Onde está o fantástico Lorde Henry Wotton? Colin Firth é um ator muito legal, provavelmente ficou bem animado com as possibilidades do papel. Mas eis que o filme tava preocupado em atingir um público maior.
Os personagens vão te desagradar muito. Um Dorian Gray muito assustado e com peso de consciência (???), um Henry que se volta contra Gray e de repente a moral e ética são coisas muito importants quando isso envolve sua filha, etc.

Os momentos de thriller de suspense também não ajudam muito para dar credibilidado ao filme. E o quadro do Gray não precisava ganhar vida e fazer caras e bocas numa tentativa de habitar nossos pesadelos. É claro que um filme não tem obrigação nenhuma de retratar fielmente um livro, nenhuma! É por isso que vou falar só do filme: ele é chato.

Nota: 5,5

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