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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

230 - Torneio de Amor (La Bride sur le Cou, 1961)


Repare no cabelo da nossa musa. E aí? É estilo 50, é estilo 60? Brigittemaníacos acham que é a mistura dos dois. Mas esse Roger Vadim não tem jeito mesmo! Vou ousar aqui e dizer que a única coisa importante que ele fez foi revelar Brigitte Bardot, e ponto final. Essa comédia começa muito legalzinha, depois cansa infinitamente mesmo tendo pouco mais de oitenta minutos. Vale pela cena de dança com a tolha que BB faz pelo final.

Nota: 6,0

223 - Uma Parisiense (Une Parisienne, 1957)


Uma maravilhosa comédia com BB. Aqui ela é a filha do presidente da França. Segue o estilo das boas comédias que Bardot estrelou nos anos 1950. Com o mesmo diretor de "Quer dançar comigo?", este é um bom exemplo de como Brigitte tinha boa desenvoltura para timing cômico e soava muito natural pois nunca parecia "querer atuar".

Nota: 8,5

219 - Eu Sou o Amor (À coeur joie, 1967)


BB já na época que não curtia muito fazer filmes. Esse tenta explorar um pouco do tema "amor livre" e tem como cenário principal a Londer de 1967.

Acontece que a química absurdamente horrível do casal central (Brigitte Bardot e Laurent Terzieff) acaba por estragar um pouquinho o filme. Tudo aqui é regado a muita superficialidade.

Nota: 5,5

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

209 - O Urso e a Boneca (L'ours et La Poupée, 1970)


BB num momento super divertido. Ela adorou participar desse filme e nós adoramos vê-la se divertindo tanto assim. Só achei que a comédia, à la psicodelia sessentista, não foi assim tão engraçada.

Nota: 7,0

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

200 - A Verdade (La Verité, 1960)


Esse é o filme preferido da própria BB, entre os que ela atuou. Sua personagem é uma prisioneira e o filme se passa numa corte onde ela é julgada. Os temas habituais dos filmes em que ela atua aparecem aqui, como a vontade de viver sem se restringir a condicionamentos sociais. Uma atuação bem convincente de BB. Interessante é notar que ela se identificou muito com o personagem, já que era constantemente julgada pelo seu comportamento.

Nota: 9,0

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

196 - Shalako (1968)


Filme péssimo. Tadinha da Brigitte aceitando roteiros sem ler a torto e esquerdo. Mais um exemplo de produção grande e inútil, com um ator altamente superestimado como o Sean Connery. Resumindo, é só esperar o filme terminar.

Nota: 3,0

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

194 - E Brigitte Criou Bardot (Et Brigitte Créa Bardot, 2007)


Documentário em que a própria Brigitte Bardot conta sua história. Sabemos do sufoco que eram os paparazzi, dos casamentos e dos sucessos de bilheteria. Mas eu diria que vale mais mesmo para acompanharmos o que ela tem feito da vida desde que deixou o cinema, o que pretende com sua fundação de proteção aos animais.

Nota: 8,0

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

193 - Garota Levada (Cette Sacrée Gamine / Mademoiselle Pigalle, 1956)


Das comédias mais fracas que BB fez na década de 1950. Achei que foi particularmente pouco divertido. Mesmo que tenha os mesmos ingredientes de outros como "Desfolhando a Margarida" ou "Quer Dançar Comigo?", não foi legal como eles.

Nota: 6,0

terça-feira, 7 de setembro de 2010

191 - O Repouso do Guerreiro (Le Repos Du Guerrier, 1962)


Filme baseado no livro homônimo. O diretor Roger Vadim põe Brigitte Bardot para desempenhar um papel dramático. O resultado fica legal. Ela está no auge da beleza e parece imprimir uma fragilidade bem verossímel ao persongam, possivelmente decorrente do turbilhão de tristezas que vivia na vida real.

É legal ver o personagem antes adepto à vida burguesa, regrada e sem questionamentos, abdicar de tudo por amor e se encontrar afundando, mas se interessando cada vez mais por essa sua rebeldia voluntária, como se a rebeldia por si só a pudesse conduzir a uma vida.

O livro de C. Rochefort é bem mais legal. Sei que é um lugar-comum dizer isso, mas é que a desintegração dos conceitos de moral da protagonista está representada de forma muito envolvente. Quando li, há muitos anos atrás, identificava Geniviève como alguém bem diferente de Brigitte. De fato são diferentes e acho que esse ingrediente acaba dando certo na tela.

Em Buzios, praia brasileira que ficou muito famosa depois da passagem de BB por lá, há uma pousada chamada "O Repouso do Guerreiro".

Nota: 8,5

sábado, 4 de setembro de 2010

183 - As Petroleiras (Les Pétroleuses, 1971)


Filme de Christian-Jacque. Uma comédia sofrível e penosa. Fiquei o tempo todo querendo que o filme acabasse. Uma pena dizer isso já que sou fanzaço de BB. Claudia Cardinale está em muito boa forma e BB, ao que me parece, em todos os filmes do começo da década de 70 simplesmente não liga mais para o que está fazendo. Aceitava propostas sem ler os roteiros, não se comprometia muito com os filmes, pois parecia se decepcionar toda vez que descobria sobre o que o filme se tratava.

E como não se decepcionar? Este filme é uma tentativa de comédia Spaghetti Western que tem muito poucos bons momentos. Destaco entre estes o número musical de Claudia Cardinale. Os momentos cômicos ficam entre o ingênuo e o puramente sem graça. Assista de você é um die hard fan de Bardot.

Nota: 5,5

182 - Desfolhando a Margarida (En Effeuillant La Marguerite, 1956)


Filme de 1956. Brigitte é uma autora iniciante. Ela parte para Paris em busca de solidificar sua carreira. Mas de repente encontra devendo um bocado de dinheiro. Sabe como ela decide resolver essa bronca? Entrando num concurso de striptease.

Comédia divertidíssima do diretor Marc Allégret. BB com cara de menina e muito folgosa. Essas comédias que ela realizou entre 55 e 59 são jóias raras. Conhecendo um pouco de sua biografia a gente sabe que ela foi perdendo o gosto pelos filmes ao longo do tempo, mas estes agora mencionado como "Desfolhando a Margarida" retratam um período em que os olhos dela ainda brilhavam com o fato de ser uma estrela de cinema.

Nota: 8,5

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

179 - A Moça Sem Véu (Manina, La Fille Sans Voile, 1952)


Sente-se, conforte-se e aprecie sem moderação Brigitte Bardot na tenra idade dos 18 anos. O seu rosto ainda não tinha as características tão conhecidas do símbolo que ela se tornou.

Ela interpreta uma garota que vive numa casa perto do farol. Chama-se Manina. Seu jeito cheio de vivacidade, alegria e ingenuidade já jorravam do seu rostinho esfuziante. E ela não estava de brincadeira. Para o desespero de seu pai, ela já aparecia com um biquini muito pequeno e deixava entrever o mamilo. Sim, em 1952. Dá-lhe França!

Nota: 8,0

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

175 - As Mulheres (Les Femmes, 1969)


BB não estava muito a fim de fazer filmes nessa época. Ela carrega sua beleza já trintona (ostentando bronze de quem vive na praia) sem muita vontade durante o filme. Não está muito divertida, parece ter aceitado o papel a contragosto.

Bons momentos com o ator Maurice Ronet. Ele consegue imprimir um lado até frágil nos flashbacks, os destaques do filme, em que o tom cômico de repente desaparece para dar lugar a reflexões desnorteadas de um conquistador já decadente.

Nota: 7,0

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

166 - Quer Dançar Comigo? (Voulez-vous Danser Avec Moi?, 1959)


Filme divertidíssimo com uma Brigitte Bardot ainda mais divertida. A leveza dessa jóia cômica do diretor Michel Boisrond é simples e eficiente. Parecia me anunciar essas comédias que surgiriam a partir dos anos 60 em diante. Ótima oportunidade de acompanhar a musa com uma performance adorável. Ela estava grávida nas filmagens.

Nota: 9,0

domingo, 29 de agosto de 2010

160 - Ao Cair da Noite (Les Bijoutiers du Clair de Lune, 1958)


Como já comentei no blog, Roger Vadim não faz a minha cabeça, mas Brigitte Bardot, sim. Esse é apenas mais um dos exemplos de filme em que não importava muito o enredo, não importavam muito as locações, menos ainda importava o elenco. Importava que esse era o próximo filme da Brigitte.

Com a trama bobinha e esquecível, assim que você der stop, você se lembrará apenas de coisas como "Esse é o filme em que ela aparece com a roupa rasgada de costas", "Esse é o filme em que ela aparece tomando banho rapidinho e saindo de toalha". É um filme para que você acompanhe o desenrolar da carreira de Bardot.

Nota: 6,0

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

150 - Paparazzi (1963)


Documentário de Jacques Rozier que mostra a obstinação dos paparazzi em conseguir uma foto ou fala da musa ícone dos anos 60 Brigitte Bardot. Muito interessante de acompanhar o crescimento desse fenômeno bobo que é o culto a celebridade. Os paparazzi perceberam o filão e não perderam tempo, multiplicaram-se como coelhos com suas câmeras de teleobjetiva na mão.

O que achei mais legal do filme foi a narrativa em voz off na segunda pessoa. A gente assiste enquanto uma voz onisciente conversa com Brigitte. "Você está se acordando, você está saindo do hotel". De certa forma isso faz com que a gente se sinta meio que o protetor dela. Outro momento legal é quando o filme mostra uma montagem em que Brigitte fala à câmera entrecortada por falas dos próprios paparazzi.

Nota: 9,5

domingo, 8 de agosto de 2010

141 - Amar É Minha Profissão (En Cas de Malheur, 1958)

Foi o melhor filme com BB que assisti até hoje. Tenho a impressão que estes filmes de que ela participou foram todos feitos para ela, como se quisessem experimentar nela uma roupa nova. Como ela se comportaria nesse próximo filme? Seu charme jogado funcionaria aqui? E quem sabe desse outro jeito?

Toda a aurea de símbolo sexual está justificada neste filme, em que os acontecimentos são pouco importantes. Existe apenas uma estória que se quer contar nos filmes de Brigitte: o que acontece com os pobres homens que se envolvem com ela.

Nota: 9,0

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

138 - Histórias Extraordinárias (Histoires extraordinaires, 1968)


Seguindo nossa série "Bardot" (risos), temos aqui um filme muito interessante. Três diretores interpretam três contos de Edgar Allan Poe. O primeiro é o de Roger Vadim, o mais fraco e até, por que não?, o mais chato. Depois melhora, Louis Malle trás uma estória tensa com Bardot morena. Mas o melhor curta é o de Fellini. Um ator inglês está em Roma e é como se você assistisse "La Dolce Vita" num clima de cemitério.

Nota: 8,0

137 - Se Don Juan Fosse Mulher (Don Juan ou Si Don Juan était une femme..., 1973)


Se um filme em que a Brigitte Bardot atua é ruim, então, aprenda, a culpa nunca é dela. O diretor Roger Vadim, com quem ela já foi casada, é um dos mais desinteressantes que tenho visto (até agora). Aguardo assistir mais filmes para ter certeza. O take inicial com a música é muito legal.

Nota: 6,0

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

132 - Viva Maria! (1965)


Louis Malle em péssima forma, ao menos na minha opinião. O tom político que o filme adota, depois de uma hora e em direção até o distante final, serve para jogar todo o esforço cômico do filme direto na lata do lixo.

Os bons momentos de diversão do começo dão lugar a um discurso piegas e um filme arrastado. Assista por um único motivo: Brigitte Bardot.

Nota: 4,5

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