
Zeca tem seus trinta anos, não consegue terminar seu romance (quase não consegue começar), é casado e vive da mesada do pai. Esse filme de Paulo Halm se concentra nessa vida não realizada, mas não lança nenhum julgamento moral sobre o protagonista. Acredito até que o filme quer se manter fora de qualquer coisa mais profunda, permanece uma comédia muito divertida com leves alçadas em temas mais existencialistas.
O pai, interpretado muito bem por Daniel Dantas, é o alicerce moral do filme, sempre tentando fazer com que o filho "acorde para a vida", faça algo dela. A fotografia do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, está muito bonita e o clima boêmio transparece nas andanças ociosas de Zeca. Entre momentos de humor escrachado e inúmeras citações, esse filme agrada mas não inova. Nem é a intenção, o título já é bem auto-explicativo.
Nota: 8,0
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