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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

230 - Torneio de Amor (La Bride sur le Cou, 1961)


Repare no cabelo da nossa musa. E aí? É estilo 50, é estilo 60? Brigittemaníacos acham que é a mistura dos dois. Mas esse Roger Vadim não tem jeito mesmo! Vou ousar aqui e dizer que a única coisa importante que ele fez foi revelar Brigitte Bardot, e ponto final. Essa comédia começa muito legalzinha, depois cansa infinitamente mesmo tendo pouco mais de oitenta minutos. Vale pela cena de dança com a tolha que BB faz pelo final.

Nota: 6,0

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

193 - Garota Levada (Cette Sacrée Gamine / Mademoiselle Pigalle, 1956)


Das comédias mais fracas que BB fez na década de 1950. Achei que foi particularmente pouco divertido. Mesmo que tenha os mesmos ingredientes de outros como "Desfolhando a Margarida" ou "Quer Dançar Comigo?", não foi legal como eles.

Nota: 6,0

terça-feira, 7 de setembro de 2010

191 - O Repouso do Guerreiro (Le Repos Du Guerrier, 1962)


Filme baseado no livro homônimo. O diretor Roger Vadim põe Brigitte Bardot para desempenhar um papel dramático. O resultado fica legal. Ela está no auge da beleza e parece imprimir uma fragilidade bem verossímel ao persongam, possivelmente decorrente do turbilhão de tristezas que vivia na vida real.

É legal ver o personagem antes adepto à vida burguesa, regrada e sem questionamentos, abdicar de tudo por amor e se encontrar afundando, mas se interessando cada vez mais por essa sua rebeldia voluntária, como se a rebeldia por si só a pudesse conduzir a uma vida.

O livro de C. Rochefort é bem mais legal. Sei que é um lugar-comum dizer isso, mas é que a desintegração dos conceitos de moral da protagonista está representada de forma muito envolvente. Quando li, há muitos anos atrás, identificava Geniviève como alguém bem diferente de Brigitte. De fato são diferentes e acho que esse ingrediente acaba dando certo na tela.

Em Buzios, praia brasileira que ficou muito famosa depois da passagem de BB por lá, há uma pousada chamada "O Repouso do Guerreiro".

Nota: 8,5

sábado, 4 de setembro de 2010

182 - Desfolhando a Margarida (En Effeuillant La Marguerite, 1956)


Filme de 1956. Brigitte é uma autora iniciante. Ela parte para Paris em busca de solidificar sua carreira. Mas de repente encontra devendo um bocado de dinheiro. Sabe como ela decide resolver essa bronca? Entrando num concurso de striptease.

Comédia divertidíssima do diretor Marc Allégret. BB com cara de menina e muito folgosa. Essas comédias que ela realizou entre 55 e 59 são jóias raras. Conhecendo um pouco de sua biografia a gente sabe que ela foi perdendo o gosto pelos filmes ao longo do tempo, mas estes agora mencionado como "Desfolhando a Margarida" retratam um período em que os olhos dela ainda brilhavam com o fato de ser uma estrela de cinema.

Nota: 8,5

domingo, 29 de agosto de 2010

160 - Ao Cair da Noite (Les Bijoutiers du Clair de Lune, 1958)


Como já comentei no blog, Roger Vadim não faz a minha cabeça, mas Brigitte Bardot, sim. Esse é apenas mais um dos exemplos de filme em que não importava muito o enredo, não importavam muito as locações, menos ainda importava o elenco. Importava que esse era o próximo filme da Brigitte.

Com a trama bobinha e esquecível, assim que você der stop, você se lembrará apenas de coisas como "Esse é o filme em que ela aparece com a roupa rasgada de costas", "Esse é o filme em que ela aparece tomando banho rapidinho e saindo de toalha". É um filme para que você acompanhe o desenrolar da carreira de Bardot.

Nota: 6,0

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

138 - Histórias Extraordinárias (Histoires extraordinaires, 1968)


Seguindo nossa série "Bardot" (risos), temos aqui um filme muito interessante. Três diretores interpretam três contos de Edgar Allan Poe. O primeiro é o de Roger Vadim, o mais fraco e até, por que não?, o mais chato. Depois melhora, Louis Malle trás uma estória tensa com Bardot morena. Mas o melhor curta é o de Fellini. Um ator inglês está em Roma e é como se você assistisse "La Dolce Vita" num clima de cemitério.

Nota: 8,0

137 - Se Don Juan Fosse Mulher (Don Juan ou Si Don Juan était une femme..., 1973)


Se um filme em que a Brigitte Bardot atua é ruim, então, aprenda, a culpa nunca é dela. O diretor Roger Vadim, com quem ela já foi casada, é um dos mais desinteressantes que tenho visto (até agora). Aguardo assistir mais filmes para ter certeza. O take inicial com a música é muito legal.

Nota: 6,0

sexta-feira, 25 de junho de 2010

70 - E Deus Criou a Mulher (Et Dieu... créa la femme, 1956)


Engraçado pensar no escândalo que esse filme causou na sociedade debilóide dos EUA dos anos 50. Assistir hoje a "E Deus criou a mulher" é ver um filme até bastante comportado, na verdade, milimetricamente comportado.

A grande sacada do filme é apresentar Brigitte Bardot como uma mulher desejante. De tudo, de vida, diversão e paixões. Foi justamente aí que o bichou pegou anos atrás. Como pode uma mulher ser apresentada dessa forma no cinema. Ah, vão tomar banho! O que mais gostei desse filme é que todos os homens são uns patetas. A estória é tão boba, que você pode jogar a trama como sendo o papel dos homens no filme, fazendo negócios, pensando em negócios e em como ganhar a vida. Como já disse, uns patetas.

Bardot não é nenhuma atriz, mas tem mais do que o bastante para iluminar a tela com seu jeito delicado, debochado e caloroso. A questão legal do filme é: qual o papel da mulher num mundo de homens? Objeto de desejo como sempre é mostrada em noventa e cinco por cento dos filmes que são feitos, aqui também Bardot acaba mais como um prêmio de seu comportado e bem intecionado marido, que no final a leva de volta para casa. Mas é mais interessante pensar que ela continou infeliz e o deixou anos depois.

Nota: 8,5

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