
É muito engraçado ler reviews americanas sobre este filme e perceber que o que se acusa como ponto fraco são os costumes e cultura francesa em relação à sexualidade. Um texto chega ao extremo de dizer que a diretora Anne Fontaine criou um mundo paralelo em que Gerard Depardieu conseguiria seduzir Emmanuelle Béart, e acusa o filme de conservadorismo. Mesmo? Outro texto o chamou de um “filme muito francês”; como se lidar com a infidelidade de uma maneira diferente fosse critério para se depreciar um filme.
Falta no filme canadense “O Preço da Traição” o que “Nathalie X” tem. E falta em “Nathalie X” o que o outro tem. O filme francês poderia se beneficiar com mais cenas de erotismo e menos conversa, e o filme canadense poderia se beneficiar de passar o final sem apelar para um “Atração Fatal” feelings.
Mas na disputa dos dois, ganha o francês. Mesmo que por bem pouquinho…
Nota: 6,5
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