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terça-feira, 7 de setembro de 2010

190 - Mary (2005)


Abel Ferrara tenta, acredito, mostrar a influência da religião nas vidas de pessoas que lidam com ela em seus trabalhos. O que achei legal do filme foi mais a visão do que é e o que pode representar a religião, nesse caso a cristã, em nossas vidas.

Como ela pode ser transformadora para os lados positivos e negativos. Como ela pode ser repreensiva, fazer com que as pessoas se tornem intolerantes, e como ela também pode fazer com que as pessoas abram mão da vida que levam em busca de outra melhor. O ritmo do filme não ajuda muito e debates interessantes podem ficar meio soltos. Para mim os melhores momentos são os do programa de televisão, cujo apresentador é interpretado por Forest Whitaker. Marion Cotillard faz participação mínima e especialíssima.

Gosto também da cena em que o diretor do filme se tranca na sala de projeção, a fim de exibir seu filme a qualquer custo. Há o anúncio de que pode haver uma bomba na sala de projeção. Obviamente todos fogem. O diretor grita, "Como podem saber que estão certos?", nesse momento questionando a fé cristã.

Nota: 6,5

domingo, 29 de agosto de 2010

159 - Amor ou Consequência (Jeux d'Enfants, 2003)


Esse filme é bem bonito. E acredito que tenha a intenção de falar sobre algo que não é pertinente ao cotidiano, aos projetos para o futuro, às regras e até mesmo relações amorosas.

O divertidíssimo jogo compartilhado pelas duas crianças nos faz acreditar num tipo de ligação um pouco maior entre duas pessoas. A gente começa assistindo o filme de uma forma e ele vai nos surpreendendo, minuto a minuto, até o final.

Esse é o primeiro filme do diretor Yann Samuell e conta com a atuação de Marion Cotillard, uma atriz sobre a qual elogios quilométricos nunca serão exagero. Não se trata de uma obra-prima, mas acho que a sutileza do tema está muito bem trabalhada, a gente consegue sentir a insignificância do peso burocrático da vida quando confrontada com algo tão pungente e real. Cap ou pas cap?!

Nota: 8,5

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

143 - Turista Espacial (La Belle Verte, 1996)


Um filme muito bonito da diretora Coline Serreau. Acompanhamos a saga de uma extraterrestre enquanto ela descobre a banalidade de nossos hábitos cotidianos. Uma oportunidade ótima para refletirmos, e com boas doses de humor. É também uma chance de conferir a talentosa Marion Cotillard quando tinha só 20 anos de idade. Este filme vai te agradar muito nos momentos finais.

Nota: 8,5

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

142 - A Origem (Inception, 2010)


A trama me lembra aquelas boas ideias que se tem preguiça de desenvolver mais profundamente. Algo como alguém que acaba de pensar um fio condutor interessante e pensa ser o bastante para impressionar o público. Não deixa de nos proporcionar uma reflexão sobre como se consome cinema hoje. Parece que pensar não faz parte do programa, da saída, e é até mesmo reprovável que o conteúdo consumido tenha algo além daquele momento sensorial. Ainda sobre sentidos, parecem pensar que nossa visão e audição já estão tão avacalhadas pela mediocridade que se consome, que o espetáculo visual e barulheira dos filmes estão alcançando níveis de pura irracionalidade.

Por intricado que seja o desenrolar do filme, não significa que a gente tenha que pensar. Parecem desdobrar-se infindáveis tentativas de impressionar a audiência enquanto o filme vai caminhando até seu final, mas nada adianta. A propósito, ficam em nossas cabeças várias questões não resolvidas sobre o enredo. Lembro de quando eu assistia "De Volta Para o Futuro II" e ficava pensando em como aquilo poderia acontecer e tudo meio que se encaixava, ou fazia sentido num aspecto puramente hipotético. Aqui, isso não acontece, e fica aquela sensação de que o filme está compulsivamente insultando nossa inteligência.

O elenco está muito mal aproveitado nesse filme ingenuamente pretensioso e raso do diretor Cristopher Nolan. Com exceção de Marion Cotillard (que, para mim, parece incapaz de fazer uma participação automática, indiferente), todos estão limitados de uma forma ou de outra. Ellen Page, muito apagada, parecia deveras desinteressada no que fazia.

Enfim, uma grande pena. Eu me interessei em ver o filme quando li algo à época de sua estreia nos EUA. Longo, com uma pompa exagerada e injustificada, "A Origem" decepciona bastante.

Nota: 5,5

quinta-feira, 17 de junho de 2010

60 - O Amor Está no Ar (Ma Vie en L'air, 2005)


Filminho bem agradável, mas lento e com umas piadas um tanto óbvias. As cenas na cabine de simulação de vôo são tão repetitivas, que a gente tem vontade de ir checar o email toda vez que aparecem. Destaque para Marion Cotillard, estamos para ver alguma atuação dela que simplesmente não transborda pela tela. Mas o maior destaque fica com a canção tema do filme "Ma vie en l'air", de Jeanne Cherhal.

Nota: 6,0

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