domingo, 5 de setembro de 2010

184 - Nosso Lar (2010)


Filme indefensável. Não há uma qualidade sequer que o redima. O ator pincipal, Renato Prieto, é de uma ruindade constrangedora, com sua voz off, sua inexpressividade, seu tom monótono. Difícil de entender, quando você descobre que ele já tem uma carreira de 25 anos no teatro.

A pieguice e breguice da coisa toda faz você dormir e acordar várias vezes durante o filme. Estou no cinema? Estou no "nosso lar"? Que vida é essa? Eu reencarnei num mundo em que o cinema é a mais nova técnica de tortura?

A única personagem que parece ser levemente verdaderia é a garota que chega lá questionando tudo. Todos dizem que suas perguntas serão devidamente respondidas na hora certa. Ela não se conforma. Quer fazer algo, quer tomar o rumo de sua vida nas próprias mãos, ora! Eis que ela foge e se ferra nas florestas do nosso lar. Volta toda arrebentada e diz que de agora em diante vai obedecer aos conselhos que recebe. Mas que diabos de lição é essa?

E aí você descobre que lá tem que trabalhar, para ganhar bônus-horas, para poder viajar à terra, para poder conseguir uma casa. E não só isso. Tem política. Tem política depois da morte! Você tem que falar com ministros e auxiliadores. E tudo que se come é sopa. Bem, é claro que tudo isso poderia ser perdoado se o filme nos impressionasse com sua temática, se nos atingisse, ou nos fizesse refletir. Mas não. Você não reflete. O carinha no filme grita ao outro, "O mundo precisa de histórias bonitas!", numa frase vazia que se perde no ar como fumaça.

O filme não tem mensagem alguma (exceto a intenção de convertê-lo ao espiritismo). Zero. No final tem um momento novelão das seis de família feliz. O que está acontecendo? E você finalmente sai da sessão rezando... rezando pra que depois de morrer você não vá pra um lugar tão aloprado quanto o "nosso lar".

Nota: 1,0

6 comentários:

Alexandro Castro disse...

Velho, sua crítica foi de longe a pior que li ahhah! Cadê a crítica técnica cabra? Você só jogou seu ponto pessoal! Bom, numa você acertou. "O mundo precisa de histórias felizes"... e... ???
A propósito, caso queira ler minha crítica (www.alexandrocastro.com/blog) vai ver que não aliviei também, mas tudo que você criticou só mostra que você não conhece a obra, o que é claro é compreensível e você não tem obrigação de conhecer. Mas se você se prender a parte técnica fica mais fácil acreditar na sua crítica.

Victor Toscano disse...

Alexandre,

Primeiro quero só relembrar que nesse espaço eu me permito fazer um comentário totalmente livre do que penso. Ou seja, coloco minhas ideias e visões e, principalmente, impressões sobre o que acabei de ver. Mesmo que eu tenha noção de alguns detalhes técnicos de cinema, não é a minha intenção aqui ficar analisando elas. Pois como disse, só tenho uma noção.

Li seu texto e você concordou comigo que parece uma novela e que as atuações são fracas em geral. Você falou também dos efeitos e todo esse aspecto visual, eu concordo com tudo, pois achei realmente muito ruim. Acho que só não teria tanto espaço pra sair falando tudo. Você criticou as pessoas por chamar o "céu" de piegas, pois disse que aquilo era o retrato do que o livro dizia. Pois então acho a ideia que o livro faz (e que o filme retrata) piegas do mesmo jeito.

O ponto principal mesmo do meu comentário é pessoal. Acho feio se realizar uma obra como essa, visivelmente a fim de doutrinar e catequizar. Como cinema, achei um zero absoluto. E acredito que por você ser espírita, se sentiu motivado a criticar a minha visão, mas esse é um direito de todos.

Abraços

Natalia Xavier disse...

Oi Victor!
Ainda não vi esse filme ainda!

Em relação a história do filme, ela está toda embasada no próprio livro Nosso Lar. Então fatores como ter politica ou ter que trabalhar, são coisas que no livro fala e apresenta argumentos válidos.

Entretanto, eu imagino sim que demais pontos que você tocou estejam certos. Porque a galera resolve fazer filme espírita para pessoas espíritas, mas esquecem que estão trabalhando com o cinema. E desta forma, tem que rolar qualidade em tudo que diz respeito a area cinematografica ne? E pelo próprio trailer já deu pra notar a péssima atuação do pessoal, bem como um vazio de emoção, que seria um elemento fundamental para o filme passar. Podiam ter feito uma história interessante para atingir a todos que curtem cinema, e não algo fraquinho pra encantar só pessoas espíritas né? Já prevendo isso, eu vou esperar o filme entrar em DVD primeiro pra assistir, rs...

Bjo!

Filipe Malafaia disse...

Fala, Victor! Ainda não vi o filme, e só vou assistir (se tiver tempo) qdo sair em DVD. Mas a julgar pelo trailer posso dizer da falta de qualidade das atuações, tão mecânicas ou ainda piores que o elenco de Malhação. Não gosto de filmes temáticos, voltados para um público específico. Normalmente filmes assim são prosélitos e fogem completamente da realidade. Tenho um blog de cinema, dá uma passada lá: http://filipemalafaia.blogspot.com

Abraço!

Anônimo disse...

esse filme eh nada mais nada menos q uma merda. brega, tosco, nem acredito q foi feito e q tem gente q gosta e defende. o filme nao se preocupou em falar com o publico de cinema, so se preocupou em falar com os espiritas (ou com os inclinados a se tornar). odiei, joguei dinheiro no lixo!!!! alias, acho q os produtores tb ao gastarem tanto com uma besteira dessa.

Ricardo Nogueira disse...

Tudo estava indo bem até chegar a este filme. De fato, muito mal feito e sem condução alguma, eu diria. Mas a sua crítica imatura me lembra que aqui na Internet temos democracia: escolhemos o que queremos ver ou publicar, o peso talvez seja o mesmo. Logo, farei o favor de procurar um outro blog para ler algo mais sensato, que não seja misturar a qualidade duvidosa de um filme com as crenças de terceiros (não, não sou espírita).

Você fala que é a sua noção, que é o que pensa, mas tente não parecer estúpido. Aqui na Internet isso não costuma ser muito tolerado por quem procura cultura. Talvez em um portal ou blog de Big Brother opiniões com tom adolescente e sem nexo façam sucesso.

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